"Que é isto? Vou cair? As pernas tremem-me?", disse de si para consigo, e caiu de costas. Reabriu os olhos na esperança de ver o resultado da luta dos franceses com o artilheiro e de saber se sim ou não este fora morto e se as peças tinham sido tomadas ou salvas. Mas nada mais viu. Por cima da sua cabeça nada mais havia além do céu, um céu muito alto, não claro, imensamente alto, onde erravam tranquilamente pequeninas nuvens cinzentas. "Que calma, que paz, que majestade!", pensava. "Não era assim aquando da nossa louca corrida, no meio dos gritos e da batalha; não era assim quando, o furor e o meto pintados no rosto, o francês e o nosso artilheiro disputavam entre si o taco da peça; então não havia, como agora, nuvens errantes neste céu profundo e infinito. Como é que eu nunca tinha visto isto, este céu sem limites? E que feliz me sinto de o ver finalmente. Sim, tudo é vaidade, tudo é mentira, à excepção deste céu sem fim. Não há nada, absolutamente nada, além...