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Silêncio, por favor

a palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro. Leão Tolstoy, in Guerra & Paz No Domingo passado, no programa de rádio " Speaking of Faith ", produzido e apresentado por Krista Tippett e emitido pela National Public Radio , a depressão foi o tema abordado. O que prendeu a minha atenção ao programa foi a conversa da apresentadora com Parker Palmer . Imerso no seu quadro depressivo, ele admitiu à Krista que se afastara totalmente das pessoas e da natureza, i.e. perdera a capacidade de desfrutar de uma tarde soalheira, de admirar uma flor... Falou disso, exemplificando que muitos amigos, numa tentativa de o ajudarem a sair da depressão, iam visitá-lo e diziam-lhe: Mas porque estás assim? Olha como está uma tarde bonita lá fora! E essas visitas tornavam-se muito penosas porque para ele a vida, nesse momento, não fazia sentido e lembrarem-lhe disso só o infelicitava mais. Elogios sobre a sua pessoa, o seu percurso profissional e pessoal, só o faziam sentir que tinha defraudad...

Sol

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Da sala do meu apartamento Prefiro esta imagem: céu limpo, azul e infindo! A neve está a derreter a bom ritmo porque hoje, excepcionalmente, a temperatura está acima dos 0º C.

Neve

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Da sala do meu apartamento Na Primavera e Verão, a vista da janela da sala é-me tão aprazível: árvores com folhas viçosas, muita relva, pássaros a cantarolar e esquilos em alegre correria. Agora, é a neve e o céu nublado. Há quem adore o Inverno e a neve, contudo a mim provoca-me uma tristeza infinda. Fico tão acabrunhada e recolhida que nem consigo apreciar o seu lado belo. Na verdade, é admirável o branco, contrastando com as cores mais escuras dos edifícios.

Esperança

Faltavam uns quinze minutos para o meio-dia quando arrastei o meu colega de gabinete para o auditório do hospital. Convenci-o a acompanhar-me para assistirmos à tomada de posse do 44.º Presidente dos Estados Unidos da América. A sala já estava bem composta, por isso, tivemos que ficar de pé. Valeu a pena porque mais do que presenciar um evento histórico, senti que estava a viver um momento que os Americanos querem/desejam que seja de mudança, de renovação, de transformação. Se de início fui uma espectadora atenta mas distante, após o empossamento de Barack Obama dei por mim a acompanhar os meus colegas de trabalho num retumbante aplauso de alegria. De seguida, o discurso conciliador aliado à excelente capacidade oratória de Obama, galvanizou a audiência que se comportava como se estivesse em Washington, aplaudindo, rindo, concordando... Da mensagem do Presidente Obama retive a palavra "Esperança". Contudo, não caiamos no erro fácil de transferir toda a esperança neste Preside...

Lição de amor

Gosto de ouvir " The Story ", programa produzido pela rádio pública do estado da Carolina do Norte e apresentado por Dick Gordon. The Story dá a oportunidade a cidadãos anónimos contarem a sua história que pode ter sido uma experiência traumática, uma benção recebida, um reconhecimento público a alguém que faleceu e que se sente que é necessário prestar uma homenagem única. Evidentemente, facilmente este tipo de programa pode cair na devassa da vida íntima das pessoas mas Dick Gordon é o condutor ideal. Seja um tema doloroso, seja um acontecimento de júbilo, Dick Gordon mantem a mesma entoação segura, suave e curiosa no sentido de fazer com que o seu interlocutor fale à vontade, quiçá fazendo com que se esqueça que há um microfone à frente. Assim, estamos todos juntos: o(s) contador(es) da história, Dick Gordon e todos os ouvintes, que permanecem num silêncio cúmplice. O que ouvi hoje incitou-me finalmente a escrever sobre o programa que já faz parte do meu fim de dia. Nest...

Náufragos...

A minha imagem de tranquilidade, de sintonia com a existência humana e com a natureza é a de um ancião de cabelos e barba brancos, vestido de forma simples e com um boné a proteger-lhe os olhos do sol impedioso. Está sentado num mocho, por baixo de uma das janelas da sua casa de piso térreo e construída em pedra negra, com as mãos a repousarem nos joelhos. A casa está situada algures numa encosta no interior da ilha de Santiago. Com uma vida levada na esperança de boas chuvas e de um bom ano de colheita, nesse momento, ele sorri porque tudo à sua volta está verde. A natureza dar-lhe-á o que ele precisa e ele contempla-a extasiado. Ontem, fez um mês que cheguei aos Estados Unidos. Estou em Detroit há três semanas e comecei a trabalhar há uma. Com o meu regresso a Detroit, reencontrei o Said que já se interrogava sobre o meu paradeiro visto ter-lhe dito que regressaria em Janeiro e que lhe telefonaria para ele ir buscar-me ao aeroporto. Através dele, tenho conhecido outros árabes afric...

Prosperidade

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Prospect , ainda um cachorrinho "Prospect, for prosperity", foi assim que o meu irmão e a minha cunhada justificaram o nome dado ao cão que faz parte da família há quase um ano. Pertence a uma raça que me causa grandes dissabores quando tento dizê-lo: dachshund . Lá me vão educando sobre as características desta raça, sendo a sexta preferida pelos norte-americanos. Tem um porte um tanto ou quanto felino que contrasta com o seu tamanho pequeno. Olha nos olhos das pessoas e é muito atento, especialmente quando a comida está presente. Se estamos em divisões diferentes da casa, gosta de ir "controlando" onde cada um está, não vá perder um. Agora mesmo, decidiu que queria dar uma soneca. Aproximou-se de mim, saltou para o meu colo e está num sono solto enquanto escrevo estas linhas sobre ele. Nunca fui grande fã de caninos mas este conseguiu cativar-me. Como diz o meu irmão "Ele olha nos olhos das pessoas!". Não há maneira de resistir a esse olhar... Já me aban...

A partida

Mais uma vez, era chegada a hora da partida. Grande azáfama e o nervosismo que aumentava porque o táxi não chegava para nos levar ao aeroporto. Depois de uma longa espera, apareceu um e o taxista justificando que era a hora do almoço, i.e. das 13h às 14h "é complicado conseguir um táxi"... Colocámos as duas malas no porta-bagagens, a minha tia e a minha mãe instaladas no banco de trás. Mal fechei a porta traseira do carro, o taxista arrancou. Fiquei especada a ver o carro partir, parando uns cinquenta metros à frente. Caminhei para o táxi e o senhor desdobrou-se em pedidos de desculpas porque não tinha percebido que eu também iria viajar. No banco de trás, a minha tia e a minha mãe numa risada alegre. E eu respondi: "Se calhar, eu é que devo ficar." Como iria viajar na SATA até Boston, a partida seria no terminal 2. Não vou tecer grandes comentários sobre o terminal... Ainda parece um estaleiro de obras em algumas partes e eu não compreendo muito bem a sua finalidad...

Trocos...

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Há dias, numa loja, a minha despesa era de €16.80 e entreguei uma nota de €20. A jovem, ao abrir a caixa registadora, começa a dizer "Não, não, não", meneando a cabeça continuamente. Acto contínuo, pensei "a nota é falsa!". Mas esse lamento era somente o prenúncio da cantiga habitual: "Não tem mais pequeno?" "Não tem o dinheiro certo?" "Não tenho trocos!"... Não há maneira de me habituar a esta "chantagem", levando-me muitas vezes a não dirigir-me a determinadas lojas somente para evitar esta lengalenga. Nas minhas primeiras idas à cantina do hospital, em Omaha, fui sempre alerta para a possibilidade de ter de ouvir este carpir mas não me lembro de uma única vez, em qualquer estabelecimento onde tenha pago com dinheiro, ouvir uma queixa por falta de trocos. Se tanto, um olhar surpreso se levasse uma nota "grande" mas com moedas para "facilitar o troco". Será que o cliente tem de estar sujeito a isto? Ser...

"It's all about connections..."

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O meu Honda Civic - ano de colheita: 1998 No dia 20 de Novembro de 2007, tornei-me proprietária de um Honda Civic. Nos quatro dias que andámos juntos, provavelmente, ele viveu mais emoções do que nos nove anos de convivência com o dono anterior. E algo me diz que ele se sente bem confortável e seguro na garagem, não ansiando pela minha chegada. No dia 1 de Dezembro, logo cedo fomos ao stand de automóveis colocar a matrícula definitiva. Saímos de lá, orgulhosos, no mínimo. Após um pequeno-almoço no café Caribou (com internet grátis, visto ainda não ter internet em casa), fomos ao supermercado e regressámos a casa. Depois do almoço, fomos ao centro comercial porque precisava de chaves de fenda para montar uma mesa. Quando saí do centro comercial e aproximei-me dele, notei que o pneu dianteiro do lado direito estava nitidamente em baixo. Bem devagarinho, regressámos a casa e telefonei ao meu amigo Said - o Said é um taxista que me "adoptou" porque ele sabe o que é "estar em...

Antecipação dos rituais de celebração

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Desde que aqui cheguei tento manter-me a par dos " rituais de celebração " mas torna-se difícil acompanhar o ritmo americano. Consigo depreender a vinda de um ritual de celebração através dos objectos colocados na montra de uma das lojas dos amigos do hospital, que fica mesmo ao lado do elevador que me leva ao departamento de radioterapia. Ainda o Inverno se encontrava bem instalado e sem vontade de ceder à Primavera, a montra mostrava-me objectos alusivos à chegada da estação das flores. Em particular, uma tabuleta de cores bonitas com a seguinte frase: "A Primavera chegou!" Sempre que lia essa frase, sentia uma grande angústia e um dia vi-me tentada a entrar na loja e perguntar à menina onde é que parava a Primavera porque eu continuava a ver neve por toda a parte! Em pleno Agosto, o oposto acontece: a montra reveste-se em tons outonais e começam a celebrar o dia das Bruxas. Antes do dia 1 de Novembro, já tinha começado a antecipação do ritual "Acção de Graç...

(Des)arranjo musical

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Orquestra Sinfónica do n.º 608 de uma rua de Omaha As janelas do meu quarto e da minha sala estão mesmo defronte desta orquestra que me proporciona momentos musicais praticamente 24h/24h. Obviamente, dou por mim à espera dos momentos de pausa musical porque não faz o meu estilo este género musical. Talvez por não apreciar este género, o instrumentista mais afoito está posicionado mesmo ao lado da janela do meu quarto. Um dia, fui investigar o "dono" deste instrumentista e descobri que pertencia ao meu vizinho do lado. Se tivesse matutado um pouco mais, nem teria valido a pena invadir o espaço da orquestra porque o meu vizinho gosta de fazer coro e presentea-me com umas gargalhadas bem agudas, em sintonia perfeita com o som difundido pela orquestra. Há cerca de dois meses, houve uma nova aquisição - o meu vizinho de cima. Esse deve pensar que os instrumentistas pertencem a uma banda militar porque as suas passadas lembram-me a marcha dos militares para além de fazer com que t...

Em mudança

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Ainda em Omaha... mas com o pensamento em duas cidades que começam pela letra 'D': Detroit, onde irei trabalhar e Dearborn, onde irei viver. As duas cidades, vizinhas uma da outra, estão no estado do Michigan. De Detroit, pode-se chegar ao Canadá, atravessando uma ponte e chegando à cidade de Windsor. Em Dearborn, cidade onde está a sede mundial da empresa automóvel Ford, encontra-se uma grande comunidade de pessoas do Médio Oriente. No meu futuro local de trabalho, há árabes (libaneses, egípcio), um judeu. Também há um russo, chineses, indiano... claro... americanos. Vai ser muito enriquecedor viver e trabalhar num ambiente multi-cultural. Haverá tanto para aprender e apreender. - Maggs - _____________________________ Até finais de Novembro, este blog estará em modo intermitente. A mudança é sempre um misto de descoberta e de ansiedade.

Welcome to Detroit

Deixámos Omaha numa tarde cinzenta mas o sol brilhava quando aterrámos no aeroporto internacional de Detroit. Apanhámos um pequeno autocarro para podermos ir buscar o carro alugado. O motorista, senhor dos seus sessenta anos, olhar vivo e curioso, ajudou-nos a colocar a bagagem no autocarro e partimos. Éramos só dois passageiros - o meu chefe e eu. O motorista iniciou a conversa com a pergunta que ele devia repetir vezes sem conta no dia: "De onde vêm?" A resposta do meu chefe levou a que eles falassem sobre o futebol americano e eu calada permaneci. A conversa ía animada entre os dois discutindo futebol, falando sobre as diferenças entre Omaha e Detroit quando o meu chefe esclareceu que nós não éramos de Nebraska e que eu até era de Portugal. O motorista diz em inglês: "A única frase que sei em português é" - e diz em português - "Não sei falar português." Eu fiquei surpreendida, gargalhei e dei-lhe os parabéns. O meu chefe ficou igualmente impressionado....

Escândalo na cantina

Pedi ao meu amigo Jeffrey uma salada do dia com camarões picantes. A perspectiva de comer camarões picantes aliciara-me. Com o papel do pedido, dirigi-me à menina da caixa, fiz o pagamento, aguardando depois que me chamassem. Algum tempo depois ouvi uma voz da cozinha dizendo: "qual é o molho?" A menina da caixa olhou para mim, sorrindo e perguntou-me: "qual é o molho?" Respondi: "Não quero molho." Ela abriu um pouco os olhos, não comentou e voltou-se para a cozinha: "Ela não quer molho." Da cozinha: "Ela não quer molho?!" A menina, sempre de sorriso nos lábios mas agora com um olhar interrogativo: "Tem a certeza?" E inumerou a lista dos molhos que eu nem me preocupei em compreender os nomes ou mesmo escolher. Sorri de volta, agradeci e disse-lhe que não queria molho. O senhor que costuma entregar as refeições, abanando sempre a cabeça, olhou para mim: "Não quer mesmo molho nenhum?" E depois disse como se tivesse ti...

Vacina contra a gripe

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Ainda a decidir se o dia seria dedicado aos electrões ou aos fotões, oiço a voz de uma das auxiliares de acção médica a apregoar que hoje iria haver vacinação contra a gripe para as pessoas do departamento. Como a minha imaginação gosta de me pregar partidas, comecei a rir-me porque o tom da voz dela e a forma como ela ía passando pelas salas e corredores a repetir a mesma frase, lembrou-me a imagem dos meninos que vendem os jornais, gritando "EXTRA! EXTRA!" Deixei a física de parte e lá fui tomar a vacina. O local da vacinação foi no próprio departamento, na sala de reuniões. Duas enfermeiras do nosso departamento encarregaram-se disso e cadeiras foram colocadas à porta da sala, para nosso conforto, à medida que preenchíamos um questionário. Também havia rebuçados... O questionário lá me fazia a pergunta-tabu: qual era o meu número de segurança social! Recebi tantos avisos sobre a importância de eu proteger esse número de olhares alheios e de como a saúde das minhas finanças...

Deixar Omaha

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Baixa de Omaha No dia 13 de Janeiro de 2007, cheguei a Omaha com duas malas e uma mochila às costas. No aeroporto, o meu chefe à minha espera com um papel com o meu nome e aqui descrevi o meu deslumbramento com a neve que na altura caía... Na semana passada, entreguei a minha carta de demissão e deixarei Omaha em finais de Novembro. Estou de partida para um outro estado, uma outra cidade, seguindo o meu chefe, procurando novos desafios. Confesso que me vou embora sem ter conhecido verdadeiramente a cidade. Não o fiz, por falta de entusiasmo, de curiosidade e de algum espírito de aventura. De Omaha, conheço três supermercados, dois centros comerciais, a baixa da cidade - o meu local preferido -, o hospital onde trabalho e o sítio onde vivo.... Também conheço o jardim botânico de Omaha, onde roubei a alma a um hibisco vermelho . Tento fazer um balanço destes praticamente dez meses que vou passar aqui e sinto que ficará a lembrança de pessoas muito afáveis. Cruzo na rua com pessoas que m...

Amanhecer em NY

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vista do 31º andar do Millennium UN Hotel Oiço, frequentemente, dizer que "Deus escreve direito por linhas tortas". Também já ouvi a expressão "Quem desdenha quer comprar". Depois de um fim de semana em NY, começo a acreditar que o meu "exílio" em Omaha deve-se ao facto de um dia ter desdenhado a cidade que nunca dorme. Passei cerca de cinco horas de uma noite do mês de Abril de 2003 na Little Italy , com um grupo de colegas. Estávamos num workshop em Filadélfia e decidimos ir jantar a NY. Provavelmente, por estar saturada de metrópoles, onde muitas vezes se torna impossível ouvirmo-nos a pensar, odiei a experiência. Odiei aquele alcatrão, o cimento, as ruas sujas, a multidão. O que dizer deste fim de semana em NY? Qual pessoa que esteve desterrada num lugar inóspito, senti uma alegria imensa com aquele rebuliço e nem a agressidade da condução automóvel me irritou. Que prazer caminhar por ruas cheias de pessoas - cheias de histórias pessoais -. Ouvir exce...

Curiosidades... (III)

Estou a pensar seriamente em montar uma empresa que faça cartões de visita. Onde costumo ir almoçar, o espaço está dividido em duas partes: uma para os "pobres" que ou levam comida de casa ou vão ao bar e outra para os "ricos" que ficam à parte e que têm direito a empregado de mesa, toalha e guardanapo de pano. Mas, os "ricos" comem o mesmo que os "pobres" que frequentam o bar. A comida é a mesma, contudo em vez de serem servidos em pratos e talheres de plástico, eles podem degustar o almoço com pratos e talheres à séria. Hoje, ao almoço, observei um grupo de seis homens à porta da secção dos "ricos", à espera de serem conduzidos a uma mesa. Eles abriram as suas caixas de cartões de visita e começaram a trocar entre eles os cartões, tal como as crianças fazem quando estão a trocar cromos. Ou seja, antes de "quebrarem o gelo" com aquela conversa de circunstância, começaram logo a trocar os cartões não fosse o negócio correr mal...

Curiosidades... (II)

O telemóvel é praticamente um bem de primeira necessidade aqui. E observo com espanto que o uso do telemóvel sem recurso ao modo altifalante ou algo parecido durante a condução é prática corrente. Não me parecem preocupados nem com a possibilidade de um acidente por distracção nem com a conta telefónica. Estando "mal habituada" aos padrões europeus (e penso que não seja só na Europa) onde só pago pelas chamadas que efectuo e pelas mensagens escritas que envio, não considerando o roaming , ando "nervosa" com a utilização do meu telemóvel aqui. Aqui, paga-se pela chamada que se faz, pela chamada que se recebe, pela mensagem que se envia e pela mensagem que se recebe. Por isso, só atendo as chamadas das pessoas que consigo identificar mas fico frustrada por receber mensagens de pessoas que não conheço e pagar por uma informação que não me diz respeito, tal como uma que recebi de um homem a dizer à namorada/mulher que se tinha demitido mas que o seguro de saúde para a c...